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REDE DE IGREJAS NAS CASAS

Escrito por: Gerhard Fuchs, servo de Jesus Cristo. Dezembro 2005

Empresário, formado em Administração de Empresas e Teologia, com MBA em Responsabilidade Social Corporativa, trabalhou por 20 anos como empresário no mercado financeiro e de turismo, além de atuar há 20 anos no 3˚. Setor como fundador, voluntário e diretor presidente da ACRIDAS - Associação Cristã de Assistência Social. Foi conselheiro do Conselho da Infância e Adolescência do Paraná - CEDCA, e há 30 anos trabalha na gestão de conselhos de Igrejas e outras organizações voluntárias. Participou da criação da RENAS - Rede Evangélica Nacional de Ação Social e ajudou a articular a criação da REPAS - Rede Evangélica Paranaense de Assistência Social, atuando também como coordenador da mesma durante o ano de 2005. É casado com Marcia e pai de quatro filhos.)

Introdução

SOBRE O REINO DE DEUS

Quando tratamos do assunto, Igreja nas Casas, precisamos trata-lo na perspectiva do REINO DE DEUS. Temos um Rei, um chefe, um Senhor, que não vai abrir mão dos seus direitos de governar este mundo. É Jesus, que requisita ser o Senhor sobre todas as coisas. Todos nós, que o seguimos, um dia nos encontraremos debaixo da cruz. Este é nosso ponto de encontro. Para todos será feita a pergunta, um dia feita a Pedro: “Tu me amas?”. Esta é a nossa relação vital. Esta é a essência da fé, capaz de nos unir.

Portanto, esta é a perspectiva correta de tratar do assunto Igreja. A Igreja é apenas uma parte do Reino de Deus, na qual Jesus é a cabeça. É Ele que deve comandar as decisões e ações da Igreja e isto deve estar refletido em toda estrutura, principalmente na definição de funções e responsabilidades e no processo de tomada de decisão. Temos uma aliança com ele, em que o papel de dono, chefe e Senhor da Igreja é dele e o nosso é o de servos, filhos e família. Ele é Deus e nós somos seu povo. Uma aliança tem duas partes e o desafio aqui é compreender exatamente qual a parte de Deus e qual a nossa parte nesta aliança. Tentar fazer a parte de Deus é desastroso, e deixar de fazer a nossa parte também. Por isso precisamos ter canais de comunicação abertos e ouvidos atentos.

Tomar decisões sem consultar o chefe, nos torna um grupo desobediente, perdido e desordenado. Temos a obrigação de ler a Bíblia e nos orientar por ela, de trabalhar com discernimento espiritual coletivo, de procurar constantemente a vontade de Deus, e principalmente de ouvir a sua voz e lhe obedecer. Isto não é opcional e sim obrigatório no processo decisório na Igreja. Afinal é ele quem dá poder para uma criança, até sobre os demônios. No entanto, em muitas ocasiões nós temos a tendência de nos colocar no lugar do chefe, querendo regular e limitar o seu poder e controlar as suas ações. Por causa do livre arbítrio muitas vezes o fazemos, mas vejo que sempre para nosso prejuízo. Sempre acabamos limitando sua ação.

Isto me lembra a história da pesca milagrosa descrita no evangelho de Lucas, no capítulo 5. Ali nos é descrita uma situação de profissionais da pesca, que dominavam seu ofício. No entanto, sua eficiência era limitada, pois tinham que adivinhar onde estava o peixe, e gastavam muita energia no sistema da tentativa e erro. Quando Jesus lhes disse para lançar novamente as redes, e apontou a direção, a pesca foi maior do que podiam suportar. Esta intervenção sobrenatural aumentou a eficiência do seu trabalho em muitos pontos percentuais, e causou a conversão daqueles pescadores. Não obedecer à palavra de lançar as redes, é limitar nossa participação nos milagres do Reino de Deus.

SOBRE A IGREJA

Quando falo de Igreja nas casas, trato de um novo paradigma. É como trocar a velha máquina de escrever pelo mais moderno computador. O velho faz o serviço, mas sua eficiência é muito menor. Optar pelo velho significa parar no tempo. Significa não estar atento ao mover do Espírito Santo no decorrer da história, mas principalmente em nossa época. Constato que há mais de 30 anos, em todo mundo, a Igreja está voltando para as casas. Constato sinais claros de restauração dos ministérios apostólicos e proféticos, cuja função foi esquecida no decorrer da história, em detrimento do domínio do modelo pastoral, baseado no poder de uma pessoa só, que assume o papel de cabeça da Igreja, e que não encontramos no Novo Testamento. O modelo pastoral foi uma volta ao modelo sacerdotal e templocentrico do Antigo Testamento.

Diversos conceitos enraizados acerca da Igreja não estão de acordo com o ensino e exemplo do Novo Testamento, começando com o conceito de Casa de Deus, que no Antigo Testamento é o templo de pedras mortas. Jesus disse que o derrubaria e em 3 dias reconstruiria. A que tipo de templo estaria ele se referindo? Que tipo de templo estaria construindo? O apóstolo Paulo explica usando a figura da Igreja como templo de pedras vivas. Deus habita nas pessoas, ou seja, em nós. Nós somos o templo do Espírito Santo. Quando nos reunimos, formamos a Igreja. Confundir Igreja com templo seja na linguagem, seja na prática, é no mínimo um desvio. Reconstruir o conceito do templo de pedras vivas como Casa de Deus traz desafios práticos, como a questão da organização, dos dízimos, e da hierarquia.

Espero que estas palavras iniciais tenham o poder de mostrar o tamanho do desafio de transformação de mente e de comportamento, que pesa sobre todos os que estão nesta caminhada para achar uma forma de viver a espiritualidade fora da religiosidade tradicional.

Os conceitos abaixo são uma reflexão de uma caminhada de quatro anos tentando entender o novo paradigma, através da leitura e vários livros, de reflexões com colegas e amigos que Deus mandou nesta caminhada e da prática da vivência da Igreja nas Casas com um grupo pioneiro que aceitou quebrar os velhos paradigmas e experimentar novas formas de vivência da fé.

Foi uma caminhada árdua, garimpando ouro, pepita por pepita. Acho que valeu a pena. Agora é colocar o pé no Jordão para ver se as águas se abrem.

PROPÓSITO E MISSÃO DA IGREJA: Em qualquer organização, saber o seu propósito e sua missão, evita que se perca tempo com atividades em importância, por melhores que possam parecer. Ao olhar para as Escrituras vemos que o propósito da Igreja é: Cumprir os mandamentos dados por Jesus de amar a Deus, amar o próximo e fazer discípulos de todas as nações. Compreender estes propósitos significa que as atividades da Igreja nas Casas devem ter pelo menos três ênfases: a)Amor e adoração a Deus, b) amor aos que estão conosco, e c) importar-se com os outros/sociedade/mundo.

VISÃO: A visão de uma rede de Igrejas nas casas tem impactado nosso pensar e agir. Ao longo desta caminhada, ficou claro que Jesus quer continuar edificando sua Igreja, mas agora de acordo com o modelo de Igreja nas Casas. Ele quer formar:

Uma rede de inúmeras Igrejas (que se reúnem nas casas), interligadas pelo propósito de fazer a vontade de Jesus; pela circulação de pessoas (relacionamentos); pelo ministério de equipes com os dons de governo, (ou seja, apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres, conforme Ef 4:11); e facilitadas por pessoas com as qualificações de presbíteros, promovendo um processo de multiplicação constante, através da organização de novas Igrejas”.

Esta visão desenha um cenário com milhões de pessoas seguindo a Jesus em sua vida diária, sendo a fé o centro de suas vidas.

(Tenho a clara convicção de que a Igreja Tradicional é uma árvore forte e frondosa, cheia de vigor, mas com o machado posto à raiz. Não é nossa missão derrubar a árvore, mas construir um sistema de rede para aparar a queda e recolher a colheita de forma organizada)

DEFINIÇÕES

Seguem abaixo os principais conceitos envolvidos na visão:

REDE: Sistema organizado em que as reuniões das Igrejas nas Casas são os nós, os relacionamentos, a comunicação e os apoios e visitas mútuas são os fios, e o propósito comum e as ações conjuntas (lideranças, reunião do grupo grande, atuação estratégica, suportes e treinamentos) são a sua utilidade ou função. A rede não objetiva controle das atividades de seus membros. Não existe uma hierarquia dominadora. Os diversos grupos pequenos se unem em função da unidade de propósito e de interesses comuns.

Deve-se cultivar, entretanto, o respeito e submissão à autoridade espiritual dada por Jesus para os líderes dos ministérios e os presbíteros.

Para facilitar a comunicação e articulação, deve ter um ou mais centros de comunicação e informação.

Regularmente os presbíteros das Igrejas repassam ao centro de coordenação da rede alguns dados para facilitar a articulação comum, e recebem informações e suportes que estiverem disponíveis, principalmente para as reuniões conjuntas, a organização dos cinco ministérios e os treinamentos.

IGREJA NAS CASAS: Reunião de um grupo pequeno, entre 3 e 20 pessoas, que vive a fé de maneira simples. Tão simples que qualquer pessoa pode participar e reproduzir a vivência. Este grupo se entende como Igreja, toma a ceia do Senhor e batiza os convertidos; procura ter uma liderança com o perfil de presbítero descrito no Novo Testamento (I Timóteo e Tito) e exercita os dons espirituais e os ministérios a eles ligados. Trabalha interligada com outras Igrejas nas casas, e cumpre suas funções para com Deus (amor, adoração e louvor), para com os outros crentes (o sacerdócio universal); e se importa em fazer diferença para com as pessoas de fora, a sociedade e o meio ambiente. Além disso, faz um esforço consciente de multiplicação. Para isso define os ministérios (tarefas) que seus membros devam assumir de acordo com seus dons (qualificações).

5 MINISTÉRIOS: Dons de governo mencionados em Efésios 4:11-16 (apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres) e dados por Deus para o aperfeiçoamento dos santos, e para leva-los à maturidade. Entendemos que se trata de um trabalho de equipe em que todos procuram o mesmo propósito cooperando uns com os outros de forma organizada e com discernimento espiritual. Cada um recebe uma tarefa específica, de acordo com sua capacitação ou dom. Segundo o texto, os cinco dons agindo em conjunto significam uma segurança contra heresias. (Veja o livro “A Forte Mão de Deus”, Jens Kaldeway, Editora Esperança)

(Exemplo: Quando descobrimos o ensino sobre os cinco ministérios, fomos tomados pela curiosidade e estudamos o assunto a fundo. Descobrimos que no grupo de estudo bíblico em nossa casa existiam pessoas com os dons apostólico e profético e lhes pedimos que ministrem a palavra conforme os seus dons. Então procuramos pessoas com os outros dons. Achamos um professor de seminário com um claro dom de mestre, que ficou 2 horas ensinando sobre meio versículo na carta de Paulo aos Gálatas. Depois chamamos uma missionária com o chamado para ministrar aos abusados sexualmente na Bósnia e tivemos dificuldade para alguém com uma clara ênfase pastoral. O impacto dos diferentes ensinos foi marcante. Percebemos claramente que ninguém tem tudo. Que um depende do outro. Como resultado desta dinâmica foi ainda mais surpreendente. Pessoas com 8 ou 10 anos de convertidos, mas sem dar frutos, começaram a amadurecer. Pediram batismo, começaram a contribuir financeiramente e começaram a procurar onde poderiam ministrar a outros e curas e conversões aconteceram. Isto sem que fosse ensinada alguma coisa sobre estes aspectos. Aconteceu automaticamente o que o texto de Efésios 4:12 fala, (de que estes dons foram dados para o amadurecimento dos crentes).

PRESBITEROS: A Bíblia propõe elevados padrões para a liderança da Igreja. Seus líderes devem ter o perfil e as qualificações mencionadas em Tito e I Timóteo. São sempre citados no plural, na Bíblia. Atuam como facilitadores para que todos possam exercitar seus dons e suas funções. Sua tarefa é exercer paternidade e maternidade espiritual, levando os novos filhos à maturidade.

MULTIPLICAÇÃO: Todo organismo saudável se reproduz. As Igrejas nas casas, como corpo de Cristo, já são iniciadas com o propósito de ter filhas e netas. Para isso cada pessoa que assume o compromisso com a visão assume imediatamente uma função definida, de acordo com os seus dons e talentos. Novas pessoas são treinados como auxiliares. Cada Igreja tem um facilitador principal que prepara as reuniões com uma pessoa escolhida para ser seu auxiliar e sucessor. É marcada uma data anual ou semestral para uma grande festa de multiplicação. Se uma Igreja já produziu vários filhos e muitos netos, ela terá cumprido sua função e pode deixar de existir.

COMO FUNCIONA A REDE DE IGREJAS NAS CASAS?

1. A REUNIÃO. Todas as pessoas se encontram regularmente em pequenos grupos de até 20 pessoas. Tem o propósito de ser um grupo saudável que cresce e se multiplica. Seus encontros são intencionais e planejados e podem ocorrer em qualquer dia ou horário, e também em qualquer lugar que o grupo ache adequado. O encontro normalmente ocorre uma vez por semana e deve promover a comunhão com uma refeição simples e a ceia. O grupo pequeno se baseia no ministério da hospitalidade. Depois deverá haver lugar para a palavra, para a expressão do amor a Deus, para compartilhar necessidades pessoais e de outras pessoas a serem convidadas, seguido por momentos de devoção e oração. Em tudo isto deve ser procurado a presença viva e marcante de Jesus e cada pessoa deve ter espaço para exercer seus dons.

(Exemplo 1: Entendendo que um sacerdote é um intermediário entre os homens e Deus, temos exercido o sacerdócio universal dos crentes da seguinte maneira. Ao saber das necessidades do próximo, o que estiver mais perto dele ou quem sentir alguma orientação de Deus, leva estas necessidades como intercessor ao Pai e presta atenção na resposta, que normalmente vem através de alguma palavra, lembrança, visão ou sentimento. Em seguida compartilha a resposta com a pessoa pela qual intercedeu. Nos admiramos como ninguém fica sem resposta).

(Exemplo 2: A experiência de tomar a ceia do Senhor ao redor de uma mesa, com pessoas que você conhece é uma experiência marcante. Coloca Jesus no centro da reunião e estabelece uma ligação espiritual. Discernir o corpo é perceber na hora se há barreiras entre os participantes que precisam ser removidas e perdoadas. Se houver um não crente na mesa é uma oportunidade para falar do evangelho. No Novo Testamento o pão sempre é partido de casa em casa e nunca no templo. Sempre é sinal de intimidade e identificação. É o momento ideal para orar o Pai Nosso).

(Exemplo 3: Recebemos ensinos sobre como todos podem praticar a oração profética, a oração por cura, ou a oração por milagres. Oração profética acontece quando perguntamos ao Senhor pelo que devemos interceder a favor de alguém e ele nos mostra o que é, sem que precisemos perguntar a esta pessoa. Acontece também quando impomos as mãos sobre alguém, e nossas mentes são direcionadas para pronunciar determinadas palavras a favor do outro, lhe abençoando a vida e transmitindo o amor de Deus).

2. A ARTICULAÇÃO DA REDE

Os principais líderes buscam a presença de Jesus, planejam e procuram articular ações em comum em torno de temas que interessem a todos. Promovem regularmente reuniões de celebração com todas as Igrejas. Articulam a fundação de novas Igrejas, os treinamentos de líderes e a diakonia (assistência social), procurando uma maior influência sobre a sociedade. Organizam a circulação das pessoas com os 5 dons ministeriais de maneira que toda pessoa esteja exposta a estas ênfases. Para isto devem circular entre as Igrejas e fazer eventos e treinamentos específicos. Providenciam o suporte administrativo nas áreas de comunicação, estatística, finanças e treinamentos. Os ministérios de adoração, diakonia, crianças e adolescentes devem estar presentes em todos os grupos, mas pessoas que tenham estas tarefas também devem utilizar a articulação em rede para maximizar seus ministérios.

3. COMO COMEÇAR?

Devemos começar trabalhando conectados com outras Igrejas, e receber as orientações e treinamentos, mas mesmo o novo convertido pode começar em sua casa, com a família, para depois procurar a família ampliada (oikos), ou a rede de contatos. Devemos visualizar um grupo saudável que cresce e se multiplica e orar por um prazo determinado (30 a 60 dias). Então é marcar uma data e convidar para um lanche e a comunhão.

Após as primeiras reuniões, um final de semana com ministração pessoal, e comunicação da visão deverá ser planejado.

4. O QUE ENSINAR PRIMEIRO?

Primeiro o mais importante, a essência: Ouvir a voz de Deus e obedecer. Depois: 

a)     Ensinar sobre o amor de Deus Pai (identidade);

b)    Sobre Jesus como Senhor e Salvador (caminho, verdade e vida, e seu propósito)

c)     Sobre o Espírito Santo (fruto, dons e ministérios) Cada um deve ser lavado a saber claramente qual fruto se espera da sua vida, quais seus dons e qualificações e qual o seu ministério.

Numa segunda etapa devemos ensinar o propósito da vida; como lidar com dinheiro e finanças, família e como estudar a bíblia, abordando os principais temas da vida.

5. A REUNIÃO DO GRUPO GRANDE

Celebração do amor de Deus, reunindo as Igrejas participantes da rede para reuniões de todos. Organizada pelos líderes da rede, deve priorizar atividades que sejam uma celebração do amor de Deus.

6. OS DIVERSOS TREINAMENTOS

Precisamos de cursos que possam trazer o seguinte:

a)     A visão da Igreja nas casas;

b)    Fruto, Dons e Ministérios do Espírito Santo e como trabalhar em equipe exercendo os cinco ministérios mencionados em Efésios 4;

c)     Implantação de novas Igrejas,

d)    Identidade e vida com propósito;

e)     Presbíteros e Liderança de uma Igreja;

f)      Fundamentos da fé;

g)     Finanças pessoais;

h)     Família cristã;

i)       Como ensinar;

j)       Hospitalidade;

k)     Visão, alvos e planos;

l)       Oração;

m)  Ação social;

n)     Trabalho em Rede.

7. FINANÇAS

As Igrejas nas Casas  precisam de pouco ou nenhum dinheiro, mas devem praticar o principio bíblico do dar. Neste caso devem direcionar os recursos para as necessidades do Reino de Deus, sejam elas necessidades pessoais dos participantes ou de seus conhecidos, ou sejam necessidades de organizações sócias, missionárias, etc. Cada Igreja deve discutir esta questão abertamente.

8. PÚBLICO ALVO

Queremos levar o evangelho para pessoas que não são alcançados pela forma de vivência da fé praticada na igreja tradicional, o que pode ocorrer por questões de pobreza, doença, preconceito, distância, identificação, articulação ou outra razão qualquer. No entanto são pessoas que querem seguir a Jesus e viver a fé em sua plenitude.

Existem inúmeras pessoas que não podem ou não querem participar de uma igreja tradicional composta por templo, pastor, programa, caixa, culto no domingo, rol de membros, etc. Estas pessoas podem ser alcançadas se pudermos seguir um modelo eclesial mais perto do modelo neotestamentário de igreja. No caso dos pobres, fica fácil de entender que o modelo tradicional tem custos altos, para os padrões desta classe social.

Há muitas pessoas que se encaixam no perfil que procuramos. Dividimos as mesmas em basicamente dois tipos: as que não podem e as que não querem a Igreja tradicional.

Algumas pessoas não querem porque:

a)  Não expressa um valor cultural delas

b)    A Igreja tradicional não os acolhe ou os rejeita

c)     Rejeitam o formalismo. Querem informalidade e pessoalidade. Querem participar.

d)    Buscam mais intimidade com seu próximo e com Deus do que encontram na Igreja tradicional

e)     Tem falta de submissão (-)

f)      Tem visão diferente

g)     Foram expulsas das Igrejas tradicionais

Existe um grupo ainda maior que não pode porque:

a)  É Proibido (em alguns países e culturas)

b)    É Caro

c)     É inviável por alguma outra razão

d)    É distante

e)     O marido não deixa ir à igreja

f)        A língua é diferente

CONSIDERAÇÕES ESTRUTURAIS

Para alcançar a visão precisamos discernir quais estruturas são necessárias. De início percebemos as seguintes:

SETORIAIS

1.     Coordenação da rede e dos 5 ministérios

2.     Coordenação da multiplicação – 8 hábitos dos líderes eficazes de grupos pequenos

3.     Suportes para a reunião do grupo pequeno (providenciar formas e conteúdos)

4.     Organizar a reunião do grupo grande (celebração)

5.     Providenciar os treinamentos (final de semana, curso de líderes = presbíteros, implantação de Igrejas, outros: Haggai, Jocum, Veredas, etc.)

TRANSVERSAIS

1.     Crianças

2.     Música

3.     Oração

4.     Comunicação

5.     Prestação de contas e estatística

6.     Diaconia e Influência cristã

  1. Finanças e administração

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Gerhard Fuchs, servo de Jesus Cristo.

Dez/05
 

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04-04-2008