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Movimento de
Plantação de Igrejas
6 PERGUNTAS FEITAS COM FREQUÊNCIA
Ao discutirmos o Movimento de Plantação de Igrejas com os missionários
do mundo todo, muitas perguntas persistem.
1. E os voluntários?
A chave para o uso eficaz de voluntários em missões é a orientação. A
maioria dos voluntários de curto prazo, querem ser estratégicos mas não
percebem que alguns tipos de ajuda, podem na verdade, retardar um
Movimento de Plantação de Igrejas.
Construir templos, subsidiar pastores e criar dependência, são
obstáculos bem intencionados para um MPI. Caminhadas de oração,
evangelismo, distribuição de literatura, mentorear pastores e ministério
de necessidades humanas, são algumas das muitas contribuições positivas
feitas por voluntários. Os voluntários também fornecem um apoio
inestimável aos missionários que ficam muitos anos no campo e sofrem de
isolamento, dificuldade no aprendizado da língua, estresse causado pela
cultura, adversidade na família, etc.
As maiores contribuições dadas por voluntários são visão e paixão. Eles
inspiram e encorajam os missionários e novos crentes da mesma maneira
com sua demonstração de fé ao viajarem grandes distâncias para
demonstrarem seu amor aos perdidos e a obediência à Grande Comissão.
Este amor e obediência são contagiantes.
2. Qual o lugar das uniões e convenções batistas?
Uniões e convenções batistas possuem um grande potencial como parceiros
em cumprir a Grande Comissão. Deveriam ser aliados naturais, por
compartilharem um compromisso comum com Cristo. Entretanto, o
compromisso para iniciar e sustentar um Movimento de Plantação de
Igrejas exige visão. Quando os líderes da união tem uma visão pela
multiplicação de igrejas que excede sua necessidade de controle, podem
em muito facilitar o movimento. Missionários podem ajudar a partilhar
esta visão através do diálogo, da educação e do exemplo.
Também é importante que os missionários reconheçam que seu papel é
diferente do papel de um líder denominacional. O papel singular de um
missionário é o de buscar continuamente os não alcançados e
introduzi-los ao evangelho. Líderes denominacionais tem uma
responsabilidade muito mais ampla, a qual os missionários podem
favorecer e encorajar, mas não devem tentar duplicar ou controlar.
3. E como ficam os templos e instituições?
Templos e instituições podem contribuir para um MPI, mas também podem se
tornar um fardo. Quando templos e instituições emergem naturalmente e
pelos nativos, dentro das necessidades e meios dos crentes locais, eles
amparam a obra. Instituições ( seminários, escolas, hospitais, etc)
impostos por, ou dependentes de agentes externos, podem deixar um fardo
de manutenção que tira a atenção do ímpeto do evangelismo e de plantação
de igrejas.
Edifícios de igrejas tem se tornado um requisito subentendido no
ocidente. Acabamos nos esquecendo que a cristiandade levou quase 3
séculos antes de ter chegado à compulsão de que precisava de prédios
onde pudesse existir. Durante esses mesmo tres séculos o evangelho
explodiu através do mundo. Quando nós instantaneamente providenciamos
templos para as novas congregações, podemos estar sobrecarregando-as com
um fardo eterno para o qual não estão equipados.
Templos e instituições podem
contribuir para o Movimento
de Plantação de Igrejas, mas
também podem se tornar um fardo.
4. Onde se encaixam as equipes?
Como tudo que já discutimos antes, as equipes não são uma herança contra
ou a favor do MPI. Se cada membro da equipe enxergar o seu propósito
como sendo o de promover e sustentar o MPI, então as perspectivas de
sucesso são boas. Se, por outro lado, a equipe ou seus membros se
voltarem para dentro e se tornarem um fim em si mesmos, então um MPI é
improvável. Quando equipes focalizadas em povos morrem para si mesmas, e
resolvem fazer o que precisar para iniciar um MPI sob a liderança de
Jesus Cristo, o sucesso não tardará.
5. Será que os MPI fomentam heresias?
Críticos afirmam que os fenômenos levados avante pelo povo como um MPI é
solo fértil para heresia. Isto pode ser verdadeiro, mas não é bem assim.
A solução freqüentemente sugerida é mais treinamento teológico.
Entretanto, a história da igreja nos mostra que a cura pode ser pior que
a doença. Desde a primeira escola teológica em Alexandria no Egito, os
seminários tem provado a sua capacidade de transmitir heresias, bem como
a sã doutrina. O mesmo é verdadeiro hoje.
A chave para a sã doutrina é a Palavra de Deus. No ambiente de
crescimento explosivo da igreja no primeiro século, não existiam
seminários, simplesmente a prática de “ensinado-os a guardar todas as
coisas que vos tenho ordenado”(Mt. 28:20). A partir deste mandamento
sugiram várias abordagens ao discipulado e treinamento. O desafio do
primeiro século mudou pouco para nós hoje, e atrai os mesmos tipos de
respostas criativas para assegurar a fidelidade contínua aos
ensinamentos de Cristo.
6. O que fazer com as crianças?
Missionários e aqueles que tem experiência de igrejas tradicionais,
fizeram várias perguntas sobre o mecanismo da metodologia das igreja em
casas ou em células . Uma das perguntas mais comuns se relaciona com as
crianças. Profissionais das igrejas em células admitem que esta é uma
fraqueza comparada a igrejas tradicionais, com seus programas de escolas
dominicais divididos por idade. As soluções variam muito entre
incorporar as crianças no estudo bíblico e culto da igreja célula até a
separação de programas que podem ser liderados por voluntários ou pela
juventude mais madura. Se resistirmos a tentação de deixar as igrejas se
tornarem muito grandes antes que se dividam e se multipliquem,
manteremos mais manejável a tarefa de sustentar e discipular nossos
jovens.
Enquanto não existem respostas universais para este desafio, existe uma
variedade de respostas que estão vindo à tona ao redor do mundo. Com
tantos desafios relacionados ao MPI, missionários e plantadores de
igrejas são encorajados a continuar experimentando, inovando e
adaptando!
7. Por favor, podemos começar de novo?
Alguns missionários que começam a estudar o MPI com seriedade, percebem
que simplesmente estão fora dos trilhos e ficam imaginando se é possível
começar de novo. Claro que é impossível, na verdade, começar de novo,
mas é possível corrigir os erros anteriores e inclinar a balança para a
direção certa. Os MPI, por não serem programas de seqüência, passo a
passo, podem ser facilitados quando paramos de fazer aquilo que os
retarda e começamos a fazer aquilo que parece sustenta-los. Isto deveria
ser um encorajamento para qualquer pessoa que espera ver um MPI expandir
entre um povo.
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04-04-2008
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